Josete Fernandes

BIBLIOGRAFIA

 

Claramente influenciada pelo século que a viu nascer, Josete Fernandes revela-se atenta ao mundo que a rodeia, concentrando-se no acessório e no pormenor que a muitos escapa mas a ela espanta. 


O ser humano surge, assim, através de cores vivas e emoções à flor da tela apresentadas na pele de mulher ou criança, em manifestações surrealistas do seu consciente, como animal ou até mesmo numa mistura completa onde a pele e as entranhas se diluem na construção de uma natureza ímpar, como que um feroz sonho pintado.


Entre o ócio, o feio e a futilidade encontra-se também o belo e o terno que Josete Fernandes procura entre máscaras de calor transmontano ou imagens onde a roupa (não) começa e a pele (não) acaba, numa (falsa) liberdade entre aquilo que somos e aquilo que mostramos.

As suas obras mostram-nos, assim, um inconformismo pertinente que quer tocar o interior de cada um sem o compreender de facto, ensinando-nos que o verdadeiro prazer está na procura. “Tito Pires” 


Josete de Lurdes Martins Fernandes nasceu em França, filha de pais emigrantes nos anos 70. Com 4 anos fez-se o regresso em família às origens…Aldeia de Cedães concelho de Mirandela. Durante o seu percurso escolar, deste cedo colocou de lado a relação entre o grupo social do qual os alunos são oriundos (baixos, médios, altos) e a mobilidade de opção, no momento da vocação perceciona-se, de facto, que o grande orientador será a noção de ‘estigma’ e de ‘reprodução social’. Quer dizer, os grupos tendem a reproduzir noções padrão exercidas a partir das instituições e das suas mensagens standart tendendo assim a reproduzirem-se comportamentos endogénicos no seio de cada grupo. Josete Fernandes não teve uma atuação defensiva face à vocação das Artes Plásticas, refletiu e fez o seu percurso contrariando a perceção por parte de universos diversamente aferidos económica, cultural e socialmente de que em termos do poder político hegemónico reprodutor maior esta (a Vocação Artes) consiste de momento num universo desprotegido, sem rede, correspondendo, portanto a um salto no escuro. Esta Arista não se deixou influenciar pela clivagem existente entre o universo da sociabilização imediata que envolve os atores (os alunos) e aquele que é projetado e standartizado pelas estruturas dominantes. O sonho, o impossível sonho passa subliminar e discreto quase sem som em Trás os Montes (Mirandela), clivando o entusiasmo na maior opção: Entusiasmo e Arte à Parte. Contrariando esta clivagem, Josete Fernandes enveredou desde cedo pelas Áreas Artísticas no ensino Secundário e prosseguiu os seus estudos fazendo o curso de Pintura na Escola Superior Artística no Porto, licenciou-se em Artes Plásticas pela Universidade das Artes de Coimbra em 2002. Em 2012, após alguns anos dedicados ao ensino das artes visuais, concluiu o Mestrado em Ensino das Artes Visuais, na Universidade Lusófona de Lisboa. 

Tem especializações em várias áreas, nomeadamente: 


Em Serigrafia, Gravura, Litografia; Fotografia analógica, Vitral e Ourivesaria de Pratas Graúdas.

“ Por trás há gente”, “O Feio” e “ Vivencias Transmontanas” e “Cor Luz . Ação” são os temas que têm acompanhado toda a sua obra. 


Destacam se, entre outras: 

2017- C. C. Jaime Lobo e Silva, Ericeira. 

2017- Centro de Educação Ambiental, Torres Vedras. 

2017- C. C. Palácio do Egipto, Oeiras. 2017- Bibliotecas do vale do Sousa. Museu Cármen de Miranda. 

2016- Mater Vernissage, Internazionale, San Severo, Italy. 

2015- International Contemporary Art Exhibition- Palazzetto Dell’arte, Foggia Italy. 2015- C. C. Mala Posta, Odivelas. 2015- Marborealis, FIL, Lisboa. 

2015- M. Armindo Teixeira Lopes, Mirandela. 

2013 - ASMAV, Guimarães. 

2002- Sala da Cidade, Coimbra. 

2002- C.C. Figueira da Foz. 

2000- M. de Chapelaria, São João da Madeira. 


Ilustrou em 2017 ”Poema de Aguardente em Casca de Noz”, Telmo Barreira, 2015 - Contemporary International ex-libris Artist Feminine. 2004 – “Espinhos da Dor”, Tito Pires.

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